O Congresso Nacional aprovou, no início de março, um projeto de lei que amplia a licença-paternidade no Brasil dos atuais cinco dias para até 20 dias. A proposta segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não representa uma mudança imediata, como vem sendo divulgado em algumas manchetes.

O que muda na prática

O texto aprovado estabelece que a ampliação será feita de forma gradual, começando a valer a partir de 2027. A progressão será a seguinte:

Atualmente, a legislação brasileira garante apenas cinco dias corridos de afastamento remunerado para pais trabalhadores com carteira assinada.

Projeto antigo e demanda histórica

A proposta, identificada como PL 5.811/2025, tramita há quase duas décadas no Congresso. O objetivo é regulamentar um direito previsto na Constituição de 1988, que até hoje permanece limitado ao prazo mínimo de cinco dias .

Além do aumento no tempo de licença, o projeto também cria o chamado salário-paternidade, que será pago pela Previdência Social, reduzindo o custo direto para as empresas .

Novos direitos e garantias

O texto aprovado traz mudanças importantes para os trabalhadores:

Em situações específicas, como morte da mãe, o pai poderá ter acesso a períodos maiores de afastamento.

Impacto social e econômico

A ampliação da licença-paternidade é vista como um avanço nas políticas públicas de cuidado e igualdade familiar. Especialistas apontam que a medida contribui para:

Além disso, a mudança também pode impactar positivamente o mercado de trabalho, ao reduzir desigualdades de gênero na contratação.

Atenção à informação que circula

Apesar da repercussão, não há confirmação oficial de que a lei já tenha sido sancionada até o momento mais recente. O que existe é a aprovação no Congresso e o envio para sanção presidencial.

Outro ponto importante: o aumento para 20 dias não será imediato, mas sim progressivo ao longo dos próximos anos.


Conclusão

A ampliação da licença-paternidade no Brasil representa um avanço relevante nos direitos trabalhistas e na estrutura familiar. No entanto, é essencial compreender que a mudança será gradual e ainda depende da sanção presidencial para entrar em vigor.

A expectativa é que, confirmada a sanção, o país passe a adotar um modelo mais equilibrado de responsabilidade parental nos próximos anos.

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