Ex-ministro de Bolsonaro entra no Conselho da Gasmig e presidente não é reconduzido

Mudanças recentes no Conselho de Administração da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) sinalizam uma possível reconfiguração no comando da estatal e ampliam a influência política sobre a empresa.

A principal novidade é a indicação do ex-ministro de Minas e Energia do governo Jair Bolsonaro, Bento Albuquerque, para integrar o conselho da companhia. A decisão foi tomada pela Cemig, acionista majoritária da Gasmig, durante reunião realizada nesta semana.

Não recondução acende alerta sobre comando da estatal

Outro ponto que chamou atenção foi a não recondução do atual presidente da Gasmig, Carlos Camargo de Colón, ao Conselho de Administração — movimento interpretado nos bastidores como um indicativo de possível mudança no comando da empresa.

Colón está à frente da estatal desde 2024, e sua exclusão do colegiado ocorre em meio a relatos de desgaste interno e divergências recentes dentro da estrutura da companhia. A expectativa, segundo apuração, é de que sua permanência no cargo esteja ameaçada, com possibilidade de saída nas próximas semanas.

Reorganização do conselho

Além da indicação de Bento Albuquerque, o conselho teve parte de seus membros reconduzidos, enquanto outras vagas seguem em aberto e devem ser preenchidas pelo grupo controlador.

Entre os reconduzidos estão nomes ligados à atual estrutura administrativa, enquanto a Prefeitura de Belo Horizonte manteve seu representante no colegiado, preservando a participação minoritária na governança da estatal.

Influência da Cemig e cenário político

As mudanças ocorrem sob influência direta da Cemig, que detém o controle da Gasmig, e podem estar conectadas a movimentações mais amplas no setor energético de Minas Gerais.

Há também expectativa de alterações na própria direção da Cemig, o que pode impactar diretamente as futuras indicações para o conselho da Gasmig e consolidar uma nova configuração de poder dentro das estatais mineiras.

Contexto estratégico

A Gasmig vive um momento de expansão e relevância econômica, com crescimento da rede de distribuição e aumento da base de clientes, consolidando-se como peça estratégica para o desenvolvimento energético do estado.

Nesse cenário, mudanças no conselho e na presidência ganham peso político e econômico, refletindo não apenas decisões administrativas, mas também disputas por influência em setores-chave da economia mineira.

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