A Procuradoria Regional Eleitoral de Minas Gerais se manifestou pelo arquivamento da ação apresentada pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, contra o ex-governador Romeu Zema e o governador Mateus Simões.
O processo foi protocolado após a cerimônia da Medalha da Inconfidência, realizada em Ouro Preto no dia 21 de abril. Na ação, a federação alegou que a participação de Zema no evento e seu discurso teriam configurado promoção eleitoral antecipada, além de suposto uso da estrutura pública para beneficiar futuras candidaturas.
Em parecer encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, a Procuradoria entendeu que a ação foi proposta de forma prematura. O órgão argumenta que ainda não existe registro formal de candidatura dos envolvidos, condição considerada essencial para a análise desse tipo de investigação eleitoral.
A manifestação destaca que a legislação e a jurisprudência eleitoral indicam que ações dessa natureza devem ocorrer quando a disputa eleitoral estiver formalmente configurada. Por esse motivo, a Procuradoria defendeu a extinção do processo sem julgamento do mérito.
As defesas de Romeu Zema e Mateus Simões negam qualquer irregularidade. Os advogados sustentam que a participação de ambos ocorreu dentro do protocolo tradicional da cerimônia e que não houve pedido de voto ou utilização indevida da máquina pública.
Agora, caberá ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais analisar o parecer e decidir se a ação será arquivada ou terá prosseguimento.
O episódio ocorre em meio às movimentações políticas para as eleições de 2026 e reforça o ambiente de disputa que já marca o cenário político mineiro e nacional.






