Direção nacional do partido admite conversas avançadas e avalia candidatura própria ou apoio a aliados na disputa pelo Governo de Minas
O Partido dos Trabalhadores (PT) deve bater o martelo nos próximos dias sobre qual estratégia adotará em Minas Gerais para as eleições de 2026. A informação foi confirmada pelo presidente nacional da sigla, Edinho Silva, que afirmou que as negociações estão em estágio avançado e que uma definição poderá ocorrer dentro de uma semana.
A decisão é considerada estratégica para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já que Minas Gerais é um dos estados mais importantes do país do ponto de vista eleitoral e, até o momento, ainda não possui um palanque consolidado para a campanha presidencial petista.
O cenário mineiro sofreu uma reviravolta após a desistência do senador Rodrigo Pacheco, que era apontado como o principal nome apoiado por Lula para disputar o Governo de Minas. Com sua saída da corrida eleitoral, o PT passou a reavaliar alternativas e intensificou o diálogo com outras lideranças e partidos aliados.
Candidatura própria segue em discussão
Embora parte do PT mineiro defenda uma candidatura própria, a direção nacional avalia o cenário de forma mais ampla. Segundo Edinho Silva, a prioridade da legenda é garantir as melhores condições para a campanha de reeleição de Lula, mesmo que isso signifique apoiar um candidato de outra sigla.
Entre os nomes que aparecem nas conversas está o do ex-vereador de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, filiado ao MDB. Também seguem no radar lideranças ligadas ao PSB, partido que mantém proximidade com o governo federal e integra a base de apoio do presidente.
A possibilidade de uma aliança entre PT, MDB e PSB vem sendo discutida nos bastidores, especialmente diante da necessidade de construir uma candidatura competitiva capaz de enfrentar os principais nomes da disputa estadual.
Minas volta ao centro da disputa nacional
Historicamente, Minas Gerais ocupa posição estratégica nas eleições presidenciais. O estado possui o segundo maior colégio eleitoral do país e costuma ser visto como um importante termômetro político nacional. Por isso, tanto o PT quanto os partidos de oposição trabalham intensamente para consolidar alianças e fortalecer suas chapas.
A indefinição do campo governista ocorre em um momento em que diferentes grupos políticos tentam ocupar espaço na corrida pelo Palácio Tiradentes. Com a desistência de Rodrigo Pacheco, novas lideranças passaram a disputar o protagonismo dentro do bloco alinhado ao governo federal.
Próximos dias serão decisivos
A expectativa é que reuniões entre dirigentes nacionais, lideranças estaduais e partidos aliados acelerem a construção de um consenso. A definição do palanque mineiro é vista como uma das peças mais importantes do tabuleiro eleitoral de 2026 e poderá influenciar diretamente a estratégia presidencial do PT no estado.
Enquanto a decisão não é anunciada, o partido mantém abertas as negociações e busca uma composição que una viabilidade eleitoral, alianças regionais e fortalecimento da candidatura de Lula em Minas Gerais.






