Presidente participa nesta quinta feira de agenda em Montes Claros, no Norte de Minas, ao lado de aliados. Estado é considerado estratégico na corrida presidencial de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retorna a Minas Gerais nesta quinta feira, 17 de setembro, para sua terceira agenda no Estado desde o início da campanha eleitoral de 2026. Desta vez, o destino é Montes Claros, no Norte de Minas, onde o presidente participa de uma agenda institucional e, posteriormente, de um ato político ao lado de aliados.

A nova passagem ocorre em um momento de maior competitividade nas pesquisas eleitorais, especialmente nos cenários de segundo turno em Minas Gerais.

Segundo levantamento Datafolha realizado entre 8 e 10 de setembro, Lula aparece com 46% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que registra 45%. O resultado configura empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

Outras pesquisas divulgadas recentemente apresentam resultados diferentes. Levantamento AtlasIntel, realizado entre 30 de agosto e 4 de setembro, apontou Lula numericamente à frente de Flávio Bolsonaro no segundo turno em Minas, com 48,7% contra 42,1%. Já pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 8 de setembro, mostrou Lula com 38% no primeiro turno, contra 32% de Flávio Bolsonaro entre os eleitores mineiros.

A diversidade dos números mostra que o cenário ainda apresenta variações conforme o instituto, período de coleta e metodologia utilizada.

Terceira visita de Lula a Minas

A agenda desta quinta feira será a terceira visita de Lula a Minas Gerais durante a campanha presidencial.

Em 21 de agosto, o presidente esteve em Belo Horizonte para um ato político ao lado do candidato do PT ao governo de Minas, Patrus Ananias.

Em 29 de agosto, participou novamente de uma agenda na capital mineira, desta vez em um encontro voltado ao eleitorado feminino.

Agora, Lula desloca a campanha para o interior do Estado, com foco no Norte de Minas.

Em Montes Claros, o presidente deve participar inicialmente de uma visita a uma indústria farmacêutica. Na sequência, está previsto um ato político com caminhada ao lado de Patrus Ananias e das candidatas ao Senado Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (PSOL).

A concentração da caminhada está prevista para as 17h, no cruzamento da Avenida Queluz com a Rua Vera Cruz, no bairro Maracanã. O percurso segue até a Praça Antônio Jorge da Silva.

Minas no centro da estratégia eleitoral

A presença frequente de Lula em Minas ocorre em um Estado que possui peso expressivo no eleitorado brasileiro e histórico de relevância nas eleições presidenciais.

A disputa mineira também ganhou atenção nas últimas semanas diante da aproximação entre Lula e Flávio Bolsonaro nas pesquisas de segundo turno.

Levantamento Quaest citado por diferentes veículos apontou Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula em Minas em um dos cenários recentes. Já outras pesquisas registraram vantagem de Lula ou empate técnico.

No cenário nacional, os levantamentos também mostram uma disputa mais apertada entre os dois principais nomes. Pesquisa CNT/MDA divulgada em 15 de setembro apontou Lula com 40,6% no primeiro turno contra 30,4% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, o petista apareceu com 47,3%, enquanto Flávio registrou 40%.

A pesquisa Datafolha mais recente disponível antes da nova divulgação prevista para esta quinta feira mostrava Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 35% no primeiro turno. Em um eventual segundo turno, os dois apareciam em empate técnico, com 46% e 44%, respectivamente.

Agenda no Norte de Minas

A escolha de Montes Claros para o novo ato também coloca o Norte de Minas no centro da movimentação eleitoral presidencial.

A região possui importância política e eleitoral dentro do Estado e tradicionalmente recebe atenção dos principais grupos que disputam cargos majoritários.

A visita de Lula ocorre, portanto, em um momento em que as campanhas ampliam a presença territorial e buscam consolidar apoios para a disputa de outubro.

Para o eleitor, entretanto, os números das pesquisas devem ser observados como retratos momentâneos do cenário eleitoral. Diferenças entre institutos, datas das entrevistas, amostras e margens de erro podem produzir resultados distintos.

O cenário eleitoral de 2026 segue em movimento, e novas pesquisas poderão alterar a fotografia da disputa nas próximas semanas.

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