GOVERNO DE MINAS AUTORIZA REAJUSTE DE QUASE 5% NO PEDÁGIO DO SUL DO ESTADO

Nova tarifa da EPR Sul de Minas passa de R$ 10,10 para R$ 10,60 e começa a ser cobrada nesta sexta feira, 9 de outubro

O bolso de quem utiliza as rodovias concedidas à EPR Sul de Minas terá um novo impacto a partir desta sexta feira, 9 de outubro. O Governo de Minas Gerais autorizou um reajuste de aproximadamente 5% na tarifa básica de pedágio administrada pela concessionária.

Com a atualização, o valor da tarifa básica passa de R$ 10,10 para R$ 10,60, um aumento de R$ 0,50 por passagem para a categoria de veículos leves, conforme a estrutura tarifária da concessão.

A autorização foi aprovada pela diretoria colegiada da Agência Reguladora de Transportes do Estado de Minas Gerais, Artemig, durante a terceira revisão contratual da concessão. O novo valor terá validade até 8 de outubro de 2027, quando está prevista uma nova atualização tarifária.

REAJUSTE ATINGE 454,3 QUILÔMETROS DE RODOVIAS

A EPR Sul de Minas é responsável pela administração de aproximadamente 454,3 quilômetros de rodovias, distribuídos por 22 municípios da região Sul de Minas.

O sistema concedido reúne oito rodovias e contempla importantes corredores de ligação entre cidades mineiras e também com o Estado de São Paulo.

Entre os trechos administrados estão:

LMG 877: da divisa do Estado até o entroncamento com a BR 459, em Poços de Caldas.

CMG 146: entre o cruzamento com a LMG 877, em Poços de Caldas, e a MG 455, em Andradas.

MG 455: da divisa do Estado, em Andradas, até o cruzamento com a BR 459, em Santa Rita de Caldas, passando por Ibitiura de Minas.

MG 290: de Pouso Alegre, passando por Borda da Mata e Jacutinga, até a divisa com São Paulo.

MG 295: entre a MG 290, em Inconfidentes, e Bueno Brandão.

MG 173: entre a BR 459, em Santa Rita do Sapucaí, passando por Cachoeira de Minas, Conceição dos Ouros, Paraisópolis e Gonçalves, até a divisa do Estado.

MG 459: entre a MG 290, em Ouro Fino, e a divisa com São Paulo, em Monte Sião.

BR 459: de Poços de Caldas, passando por Caldas, Ipuiuna, Senador José Bento, Congonhal e Piranguinho, até Itajubá.

O QUE MUDA PARA O MOTORISTA

Na prática, o reajuste significa que quem já paga R$ 10,10 pela tarifa base passará a desembolsar R$ 10,60 a partir de sexta feira.

Embora o aumento individual seja de R$ 0,50, o impacto pode ser maior para quem utiliza essas rodovias com frequência. Motoristas que fazem deslocamentos diários ou semanais e passam repetidamente pelas praças de cobrança terão um acréscimo acumulado ao longo do mês.

Para transportadores, empresas e demais veículos enquadrados em categorias tarifárias superiores, o valor pago também é calculado de acordo com a categoria e o número de eixos.

O reajuste, portanto, não representa apenas uma diferença de alguns centavos para quem utiliza a rodovia ocasionalmente. Para quem depende diariamente dessas estradas, cada passagem representa um custo que se soma às despesas com combustível, manutenção e demais gastos de transporte.

POR QUE O VALOR FOI REAJUSTADO?

O reajuste está relacionado à terceira revisão contratual da concessão da EPR Sul de Minas. A atualização considera os mecanismos previstos no contrato e produz efeitos econômico financeiros a partir da data base de reequilíbrio contratual.

Esse tipo de revisão faz parte da estrutura dos contratos de concessão rodoviária. As tarifas são periodicamente analisadas para preservar o equilíbrio econômico financeiro entre o poder concedente e a concessionária, considerando as regras estabelecidas no contrato.

A aprovação cabe à Artemig, agência responsável pela regulação e fiscalização dos contratos de concessão de transporte sob competência estadual.

REAJUSTE NÃO ATINGE TODAS AS RODOVIAS DE MINAS

Um ponto importante para o motorista mineiro é que o aumento não significa que todos os pedágios existentes em Minas Gerais sofrerão o mesmo reajuste nesta sexta feira.

A medida anunciada nesta terça feira está relacionada especificamente à concessão administrada pela EPR Sul de Minas.

Minas Gerais possui diferentes contratos de concessão, administrados por empresas distintas e submetidos a regras e datas de reajuste próprias. Por isso, os valores e períodos de atualização variam de acordo com cada contrato.

No Norte de Minas, por exemplo, a concessão da Ecovias Norte de Minas, responsável pela ECO 135, possui calendário tarifário próprio. Documento da Artemig registra tarifa básica de R$ 10,60 para o período iniciado em abril de 2026 e válido até março de 2027.

O QUE O MOTORISTA DEVE OBSERVAR

Para quem pretende viajar pelo Sul de Minas nos próximos dias, a orientação é considerar o novo valor no planejamento da viagem.

O reajuste passa a valer a partir da zero hora desta sexta feira, 9 de outubro.

Também é importante observar que a tarifa básica anunciada é referência para a categoria de veículos leves. Outros veículos, especialmente caminhões e ônibus, possuem valores diferentes conforme a categoria tarifária e o número de eixos.

E O IMPACTO PARA QUEM VIAJA?

Pedágio é uma cobrança diretamente sentida por quem está na estrada. Quando a tarifa sobe, o efeito aparece não apenas no orçamento do motorista, mas também na composição dos custos de transporte de passageiros e mercadorias.

Por isso, reajustes desse tipo merecem ser acompanhados para além do número estampado na praça de cobrança.

A questão central é sempre a mesma: quanto o usuário paga e o que recebe em contrapartida?

Concessões rodoviárias envolvem contratos de longo prazo, investimentos, manutenção, atendimento ao usuário, segurança viária e conservação das estradas. Cabe aos órgãos reguladores acompanhar se as obrigações previstas nesses contratos estão sendo cumpridas e ao cidadão cobrar transparência sobre a qualidade dos serviços prestados.

O reajuste tarifário, portanto, não encerra a discussão. Ele abre espaço para outra pergunta importante: as condições das rodovias e os serviços oferecidos acompanham o aumento do valor pago pelo usuário?

É justamente esse acompanhamento que deve interessar ao motorista.

O Aqui Acontece segue acompanhando as mudanças que afetam o custo de circulação pelas rodovias mineiras e seus impactos para quem trabalha, transporta, viaja e depende das estradas todos os dias.

Da redação, Aqui Acontece.

Gostou do conteudo? Compartilhe!