O QUE ACONTECE QUANDO UM PAPA MORRE?

Com a morte do Papa, a Igreja Católica entra imediatamente em Sede Vacante um período de transição total, onde o trono de São Pedro está oficialmente vazio. Nenhuma decisão doutrinária pode ser tomada. O comando espiritual da Igreja é suspenso.

A responsabilidade pelo Vaticano passa, temporariamente, ao Camerlengo hoje o cardeal Kevin Farrell. Ele tem a missão de certificar oficialmente a morte, lacrar os aposentos papais e destruir o Anel do Pescador, símbolo máximo da autoridade pontifícia.

O corpo do Papa é velado por três dias na Basílica de São Pedro. O funeral ocorre entre o 4º e 6º dia após a morte, seguido pelos novemdiales nove dias consecutivos de missas e orações em sua memória. É o luto oficial da Igreja.

Enquanto o mundo presta homenagens, o Vaticano se prepara silenciosamente para um momento decisivo: o Conclave.

O Conclave é o processo secreto de eleição do novo Papa. Participam apenas os cardeais com menos de 80 anos hoje são 135. Eles se reúnem isolados na Capela Sistina, sem acesso ao mundo exterior. Ali, votam até quatro vezes por dia, escrevendo à mão a frase: Eligo in Summum Pontificem (“Eu elejo como Sumo Pontífice”).

A eleição exige dois terços dos votos válidos. Após cada votação, as cédulas são queimadas:
– Fumaça preta: ainda sem Papa.
– Fumaça branca: Habemus Papam.

Se nenhum candidato alcançar os votos necessários após 34 rodadas, apenas os dois mais votados seguem no páreo mas não podem mais votar. O suspense pode durar dias.

O escolhido pode vir de qualquer país e, tecnicamente, não precisa ser cardeal embora isso nunca tenha acontecido na era moderna. Ao ser eleito, o novo Papa escolhe um nome que refletirá a missão que pretende conduzir.

A Igreja silencia. O mundo observa. E a história está prestes a ser escrita mais uma vez.

Aqui Acontece. Informação que respeita sua inteligência.

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