O agora ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, oficializou sua renúncia ao cargo no último dia 22 de março de 2026 para disputar a Presidência da República. A saída do comando do Estado segue a exigência da legislação eleitoral, que determina o afastamento de chefes do Executivo que pretendem concorrer a outros cargos.
Com a renúncia, o então vice-governador Mateus Simões assumiu o governo de Minas, garantindo a continuidade administrativa do Estado.
Logo após deixar o cargo, Zema iniciou sua movimentação política em nível nacional. Entre os primeiros compromissos como pré-candidato, o ex-governador participou de um culto em igreja evangélica no interior de São Paulo e também marcou presença em evento voltado ao agronegócio, em Ribeirão Preto.
A escolha das agendas não é aleatória. O público evangélico e o setor do agronegócio são considerados estratégicos no cenário eleitoral brasileiro. Ambos possuem forte influência política, alta capacidade de mobilização e presença significativa em diversas regiões do país.
Durante sua gestão em Minas Gerais, Zema construiu uma imagem ligada à eficiência administrativa, equilíbrio fiscal e aproximação com o setor produtivo. Agora, fora do governo, o foco passa a ser a consolidação de sua candidatura no cenário nacional, buscando ampliar visibilidade e alianças.
Analistas políticos avaliam que a presença em eventos religiosos e do agro sinaliza uma tentativa clara de alinhamento com pautas conservadoras e econômicas, mirando um eleitorado que tem sido decisivo nas últimas eleições presidenciais.
A pré-campanha de Zema deve ganhar intensidade nas próximas semanas, com agendas em diferentes estados e participação em eventos estratégicos. O desafio será transformar o reconhecimento regional em projeção nacional, em um cenário político que promete forte disputa em 2026.
O movimento marca uma nova fase na trajetória do ex-governador, que deixa a gestão estadual para entrar de vez na corrida pelo Palácio do Planalto.






