STF manda prender primo de Daniel Vorcaro e mira empresas mineiras por suspeita de repasses a senador

O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, determinou a prisão temporária do empresário Felipe Cançado Vorcaro, primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, durante nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira em quatro estados brasileiros. A informação é verdadeira e foi divulgada pelo portal O Fator.

Além da prisão, o STF também determinou a suspensão das atividades de quatro empresas ligadas ao grupo familiar Vorcaro, a maioria sediada em Minas Gerais, especialmente em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Operação investiga suposto esquema envolvendo Banco Master e senador

Segundo a investigação da Polícia Federal, as empresas teriam sido utilizadas para realizar repasses mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil ao senador Ciro Nogueira, do Progressistas do Piauí.

A PF aponta que a estrutura empresarial ligada à família Vorcaro funcionava como mecanismo de movimentação financeira e lavagem de dinheiro dentro do esquema investigado no caso Banco Master.

Felipe Cançado Vorcaro é apontado pelos investigadores como integrante do núcleo financeiro operacional da organização investigada. De acordo com a decisão do STF, ele teria atuado diretamente em negociações societárias consideradas suspeitas e na operacionalização de fluxos financeiros ligados ao grupo.

Empresas de Minas Gerais estão no centro das investigações

Entre as empresas atingidas pelas medidas judiciais estão:

• BRGD S.A.
• Green Investimentos S.A.
• Green Energia Fundo de Investimento Multiestratégia
• CNLF Empreendimentos Imobiliários Ltda.

Segundo a Polícia Federal, a BRGD, registrada em Nova Lima, teria sido a principal fonte dos pagamentos investigados.

Mensagens interceptadas pela PF mostram conversas envolvendo valores mensais de “300k” e “500k”, que, segundo os investigadores, fariam referência direta aos repasses.

PF aponta transação milionária considerada suspeita

Outro ponto central da investigação envolve a venda de 30% da Green Investimentos para uma empresa ligada à família de Ciro Nogueira.

De acordo com a PF, a participação foi vendida por R$ 1 milhão, embora documentos usados pelos investigadores apontassem valor estimado próximo de R$ 13 milhões.

Para os investigadores, a operação teria gerado vantagem econômica desproporcional ao núcleo político ligado ao senador.

A investigação também aponta suspeita de utilização de “contratos de gaveta” para evitar fiscalização regulatória e ocultar detalhes da operação financeira.

STF endurece medidas cautelares

Além da prisão temporária de Felipe Vorcaro, o ministro André Mendonça proibiu contato entre os investigados e determinou monitoramento eletrônico de alguns envolvidos.

As empresas investigadas tiveram atividades suspensas por tempo indeterminado.

Na decisão, Mendonça afirmou que as companhias não operariam como negócios tradicionais, mas sim como estruturas voltadas à ocultação e circulação de recursos ilícitos, segundo a investigação da Polícia Federal.

Caso Banco Master amplia crise política e financeira

O escândalo envolvendo Daniel Vorcaro ganhou dimensão nacional após operações da Polícia Federal apontarem suspeitas de fraudes financeiras bilionárias envolvendo o Banco Master.

Daniel Vorcaro já havia sido preso anteriormente em fases da Operação Compliance Zero e segue no centro de investigações que envolvem movimentações financeiras, influência política e possíveis esquemas de lavagem de dinheiro.

O caso tem provocado forte repercussão no mercado financeiro e nos bastidores políticos de Brasília.

Gostou do conteudo? Compartilhe!