Para quem depende do IPSEMG em Pirapora, conseguir atendimento tem se tornado uma tarefa cada vez mais difícil.
Hoje, o município praticamente não dispõe de uma rede credenciada capaz de atender os beneficiários do plano. Hospitais e clínicas deixaram de oferecer atendimento pelo convênio, obrigando servidores estaduais, aposentados e seus dependentes a buscar assistência em outras cidades, mesmo diante de demandas que poderiam ser resolvidas em Pirapora.
Na área laboratorial, a situação também preocupa. Poucos estabelecimentos ainda mantêm atendimento aos usuários do IPSEMG e, em alguns casos, o beneficiário precisa arcar com parte do valor do exame no ato do atendimento, apesar de contribuir regularmente para o plano de saúde.
O cenário chama atenção porque Pirapora é referência regional em saúde. O município concentra hospitais, clínicas, laboratórios e profissionais especializados, recebendo pacientes de diversas cidades do Norte de Minas. Ainda assim, os beneficiários do IPSEMG convivem com uma realidade de escassez de opções e, muitas vezes, precisam percorrer dezenas ou até centenas de quilômetros para conseguir uma consulta, um exame ou atendimento especializado.
A consequência vai além do transtorno. Há custos com deslocamento, perda de tempo, dificuldades para idosos, pessoas com deficiência e pacientes em tratamento contínuo, além da sensação de abandono por parte de quem paga mensalmente pelo convênio e espera encontrar uma rede minimamente estruturada onde mora.
Em uma cidade reconhecida como polo regional de saúde, a falta de uma rede credenciada ampla para os usuários do IPSEMG deixa uma pergunta inevitável: por que quem contribui com o plano precisa sair de Pirapora para receber um atendimento que a própria estrutura de saúde do município teria condições de oferecer?






