A Usina Hidrelétrica de Três Marias segue em situação de atenção e pode atingir o nível máximo ainda em 2026, cenário que não se repetia desde 2020.
De acordo com a Cemig, o aumento expressivo no volume de chuvas entre janeiro e março deste ano elevou significativamente a entrada de água no reservatório, superando a média histórica para o período e acelerando o processo de reenchimento.
Dados mais recentes mostram que o reservatório já opera praticamente no limite:
Nível atual em 572,46 metros
Volume útil em 99,76 por cento
No último domingo, o volume estava em 98,3 por cento, o que confirma a rápida elevação nos últimos dias.
Segundo a companhia, o chamado “nível máximo normal” da usina é de 572,50 metros, equivalente a 100 por cento do volume útil. Já o limite operacional, conhecido como “nível maximorum”, é de 573,40 metros, permitindo uma capacidade de até 106,5 por cento em situações controladas.
Gestão técnica e segurança
Com o reservatório praticamente cheio, a operação da usina exige controle rigoroso das vazões. Atualmente, a vazão afluente é de 1621,24 metros cúbicos por segundo, enquanto a defluência está em 455,28 metros cúbicos por segundo, indicando acúmulo de água no sistema.
Esse cenário demanda decisões técnicas contínuas para equilibrar o volume armazenado e evitar riscos, especialmente em cidades ao longo do Rio São Francisco, como Pirapora.
Atenção para os próximos dias
A tendência do nível da barragem dependerá diretamente do comportamento das chuvas e da estratégia de liberação de água adotada pela usina.
A Cemig reforça que os dados são instantâneos e podem variar ao longo do dia, conforme a operação do sistema.
Na prática, o recado é claro: o reservatório está no limite e qualquer mudança na vazão pode impactar diretamente o nível do rio e a rotina das cidades ribeirinhas.






